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O banco que tudo sabe — menos em juízo

há 13 horas
1 min de leitura

No contencioso bancário, há uma contradição que merece atenção: as instituições financeiras concentram contratos, sistemas, logs, gravações, registros de atendimento e toda a memória da operação. Ainda assim, não é incomum comparecerem em juízo com prepostos sem conhecimento concreto dos fatos.

Quando isso acontece, a assimetria informacional se reproduz dentro do próprio processo. O consumidor, que já é a parte tecnicamente mais vulnerável, acaba sendo cobrado por não provar circunstâncias que estavam justamente sob domínio do banco.


Por isso, temas como distribuição dinâmica do ônus da prova, confissão ficta por respostas evasivas, exibição de documentos e boa-fé processual não são detalhes técnicos: são instrumentos essenciais para impedir que a falta de informação produzida pela própria instituição seja usada em benefício dela.


A questão é simples: quem detém a informação também deve suportar o ônus de esclarecê-la.

 
 
 

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